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- Chã da Jaqueira revela força do futebol de base com inclusão social e caminho real ao profissional
Projeto social equilibra inclusão educativa e alto rendimento, criando oportunidades reais dentro e fora das quatro linhas Por Fernando Antônio para Sport News Radio – O site do ESPORTE Créditos: Fernando Antônio/Sport News Radio Na Chã da Jaqueira, o futebol segue fiel à sua essência mais nobre: transformar vidas. O projeto se divide em duas frentes bem definidas, começando pela inclusão social e educativa — onde a bola é instrumento de disciplina, respeito e comprometimento. É o primeiro contato, o alicerce. Ali, o placar não é contado em gols, mas em oportunidades: jovens ocupando o tempo com propósito e se afastando de riscos que insistem em rondar fora das quatro linhas. Com a base construída, entra em cena o segundo tempo: o alto rendimento. Nesse estágio, o jogo muda de ritmo. A cobrança aumenta, o treino ganha intensidade e o talento começa a ser lapidado com foco competitivo. É o funil natural do esporte — poucos chegam, mas todos têm a chance. E é exatamente daí que surgem os nomes que podem dar o salto rumo ao futebol profissional, sem atalhos e sem promessas vazias. À frente desse trabalho estão o professor de educação física e gestor de esportes Wilton Santos e o treinador Luís Adriano, lideranças que sustentam o projeto com presença e compromisso. Eles entendem que formar atletas é importante, mas formar cidadãos é inegociável, enfatizando a importância do apoio da associação SUDCOBAP, comandada por Toninho. No fim das contas, o resultado mais valioso já está garantido: uma geração sendo construída com base, caráter e, para alguns, a porta aberta para o sonho maior. ASSISTA AO VÍDEO DA REPORTAGEM: Beijo, abraço, saúde, fique com com Deus e até breve…
- Coruripe aprova seis, mas desafio agora é transformar promessa em resultado
Após período de testes, Hulk do Litoral integra aprovados ao elenco e valoriza também talentos do Sub-17 Por Fernando Antônio para Sport News Radio Crédito: Samuca Photo/FOTOGRAFIA O Coruripe não ficou só no discurso — foi para o campo, avaliou e decidiu. Após a mais recente bateria de testes, seis jogadores foram aprovados e passam a integrar o elenco Sub-20 do clube. É reforço com DNA de base, daquele que chega com fome e sem medo. Os novos nomes se juntam a um grupo que já vinha sendo estruturado com cuidado, além de atletas promovidos do Sub-17, numa mistura que equilibra juventude crua com jogadores em estágio mais avançado de formação. Resultado? Um elenco mais competitivo, mais intenso e, principalmente, mais alinhado com a identidade do clube. Dentro das quatro linhas, o que se viu nos testes foi o velho futebol de verdade: dividida forte, tomada de decisão rápida e olho no detalhe. A comissão técnica fez o básico bem feito — observou não só quem joga, mas quem compete. Porque talento, todo mundo tem um pouco. Agora, sustentar rendimento… aí é para poucos. Do ponto de vista estratégico, o Coruripe acerta ao oxigenar o elenco. Ganha em profundidade, aumenta a concorrência interna e mantém viva a cultura de meritocracia. Por outro lado, o desafio é claro: integrar rápido esses garotos e transformar potencial em resultado dentro de campo. A mensagem é direta, sem maquiagem: a base do Coruripe está viva — e pulsando forte. Quem chegou agora ganhou a primeira batalha. A guerra? Essa começa todo dia, no treino. Porque no Hulk do Litoral, não basta entrar… tem que se manter. ASSISTA A REPORTAGEM DE VÍDEO ESPECIAL COMPLETA AQUI: Beijo, abraço, saúde, fique com Deus e até breve…
- Ultra Galeguinho mostra o caminho da alta performance no futebol de base
#TBT revela bastidores de um trabalho específico que transforma jovens talentos em atletas competitivos Por Fernando Antônio para Sport News Radio Créditos: Yuri Clics/FOTOGRAFIA Quinta-feira de #TBT com gosto de evolução. A reportagem especial do Sport News Radio mergulha no treino comandado por Ultra Galeguinho — um nome que vem ganhando força quando o assunto é formação de atletas com foco em alta performance. Nada de improviso. Aqui, o trabalho é calculado, repetido e lapidado no detalhe. Porque no futebol moderno, talento sem preparo é só promessa. O treino exibido deixa claro: a base precisa ser tratada como coisa séria. Exercícios específicos, intensidade controlada e correção constante. É o tipo de metodologia que separa quem “gosta de jogar bola” de quem quer viver do jogo. A nova geração já entendeu — não basta habilidade, é preciso resistência, inteligência tática e disciplina. E nisso, o trabalho de Ultra Galeguinho bate na tecla certa: formar atletas completos, não apenas jogadores de momento. Mas nem tudo são flores. A realidade ainda pesa. Projetos assim muitas vezes sobrevivem no esforço individual, sem o apoio que deveriam ter. Por outro lado, quando há método e paixão envolvidos, o resultado aparece — cedo ou tarde. O treino de quinta é prova viva disso: jovens atentos, comprometidos e com brilho no olho. É o futebol voltando à essência… só que com visão de futuro. No fim das contas, fica o recado: quem quer chegar no alto nível precisa começar certo. E começar certo exige orientação, trabalho específico e, principalmente, constância. O resto? É consequência. Assista à reportagem completa e sinta o ritmo de quem está construindo o amanhã da bola: Beijo, abraço, saúde, fique com Deus e até a próxima…
- Leãozinho ruge alto: jovem promessa conquista a Copa Kids Maceió com campanha impecável
Matheus Leãozinho, filho de Isabella Santos, sobe de categoria, encara atletas mais velhos e volta para casa com quatro vitórias e o título na bagagem Por Fernando Antônio para Sport News Radio Créditos: Marcos Olisson/FOTOGRAFIA Tem nome novo ecoando forte no cenário esportivo de base em Marechal Deodoro e toda região metropolitana de Maceió — e não é por acaso. Matheus Leãozinho provou, mais uma vez, que talento não pede licença para chegar. No último fim de semana, o garoto fez o que poucos ousam: subiu de categoria, encarou 15 atletas mais experientes e transformou desafio em domínio. Foram quatro lutas, quatro vitórias e o título da Copa Kids Maceió carimbado com autoridade. Filho de Isabella Santos, Leãozinho não apenas venceu — ele se impôs. Dentro do tatame, mostrou técnica refinada, intensidade e uma maturidade rara para a idade. Fora dele, carrega a essência do esporte raiz: disciplina no dia a dia, coragem nas decisões e uma fome de vitória que não se ensina, se nasce com ela. Subir de categoria nunca é simples — exige encarar atletas mais fortes e rodados —, mas o jovem transformou a pressão em combustível e acelerou seu processo de evolução. O recado está dado: quem quer crescer precisa sair da zona de conforto — e Leãozinho fez isso com personalidade. O futuro é promissor, mas a realidade bate à porta: para seguir competindo em alto nível, o talento precisa de suporte. O próximo desafio não está apenas no tatame, mas fora dele — na busca por incentivo financeiro e apoio para manter essa trajetória viva. Principalmente, tendo em vista um Campeonato Brasileiro. Porque no esporte, resultado abre portas… mas é o investimento que mantém o sonho em pé.
- Neymar está de volta: Ancelotti convoca o craque para a Copa do Mundo 2026 e reacende o sonho do hexa
Maior artilheiro da história da Seleção Brasileira de Futebol, Neymar Júnior ganha voto de confiança de Carlo Ancelotti e entra na lista final para o Mundial POR FERNANDO ANTÔNIO | Sport News Radio - O site do ESPORTE Foto: Vitor Silva/CBF É oficial. O roteiro mais esperado pelo torcedor brasileiro ganhou um capítulo decisivo: Neymar Júnior está convocado para a Copa do Mundo 2026. A decisão veio das mãos experientes de Carlo Ancelotti, que não hesitou em incluir o camisa 10 na lista final da Seleção Brasileira de Futebol. A convocação carrega peso, história e, claro, pressão. Neymar não é apenas mais um nome. É o maior artilheiro da Seleção, o jogador que por mais de uma década carregou o talento brasileiro nas costas — entre dribles, gols e expectativas muitas vezes desproporcionais. Ancelotti, conhecido pelo olhar frio e decisões cirúrgicas, aposta na experiência e no protagonismo do craque. Não é só técnica: é liderança, é vestiário, é impacto psicológico em um grupo que mistura juventude e ambição. O QUE ESTÁ EM JOGO? A presença de Neymar abre duas leituras — e o bom jornalismo não foge delas: Prós: * Experiência em Copa do Mundo * Capacidade de decidir jogos grandes * Referência técnica para os mais jovens Contras: * Histórico recente de lesões * Ritmo de jogo questionado * Dependência emocional da equipe No fim das contas, Ancelotti joga com o peso da tradição. Copa do Mundo não é laboratório — é guerra curta. E, nesse cenário, talento comprovado costuma falar mais alto. UM ÚLTIMO ATO? OU O GRANDE FINAL FELIZ? A convocação de Neymar para 2026 pode ser vista como o último grande capítulo de uma geração. Ou, quem sabe, o início de uma redenção histórica. O roteiro ainda está aberto — mas o protagonista já está definido. E no futebol, como sempre, a bola não mente.
- Na maior: projeto que revelou talentos fecha após 18 anos e expõe crise profunda no futebol de Marechal Deodoro
Com custos bancados do próprio bolso e falta de união entre políticos, empresários e comunidade esportiva, iniciativa chega ao fim deixando um vazio no esporte da primeira capital de Alagoas. POR FERNANDO ANTÔNIO – Sport News Radio | O site do ESPORTE Créditos: Fernando Antônio/SNR O apito final soou — e dessa vez não foi dentro de campo. Foi o encerramento de um projeto que, por 18 anos, lutou contra o abandono social com uma bola no pé e dignidade no peito. Mas antes de fechar as portas, a conta chegou. E chegou pesada. Em duas competições distintas, a realidade ficou escancarada. Na tradicional Copa Lagunar, em Maceió, e em outra competição realizada em São Miguel dos Campos, os custos ultrapassaram R$ 1.500. E não veio de prefeitura, nem de empresário, nem de patrocinador. Saiu do bolso dos próprios professores e familiares. Isso mesmo: quem ensina, paga. Quem acredita, banca. Quem luta, sofre. Os relatos foram confirmados por figuras conhecidas da cena esportiva local, como Toninho — nome já presente em outras histórias do futebol de base — e o professor Josenilton, o “Cafu”, daqueles que carregam o esporte nas costas mesmo quando o sistema vira as costas. E aqui o diagnóstico é direto: o futebol de Marechal Deodoro está doente. E o vírus atende por um nome antigo — desunião. Políticos que não se entendem. Empresários que não investem. Parte da comunidade esportiva que se distancia. Jogadores que esquecem suas origens. O resultado? Projetos sérios fechando, enquanto a cultura da farra segue firme, leve e — pasmem — mais valorizada. É o Brasil raiz invertido: o que deveria ser base, vira abandono. E mesmo assim, contra tudo e contra todos, o projeto revelou talentos. Gente que venceu a estatística, driblou a falta de estrutura e hoje respira novos ares no futebol. Alguns nomes que saíram desse celeiro: Harrison: Vital –> base do São Paulo FC (Sub-17) Guilherme: Vital –> base do São Paulo FC (Sub-17) Adryan – Aliança FC (já no profissional) Walisson – Aliança FC (já no profissional) Anderson – base do CRB (Sub-17) Ruan – Náutico (Sub-20) Luis Felipe – SC Braga (profissional) Ryan – Aliança FC (profissional) Lucas – Jacuipense (Sub-20) Davi – São Caetano (Sub-20) Nomes que hoje carregam o DNA de um projeto que resistiu no limite. Prós? Formação de atletas, transformação social, impacto direto na vida de dezenas de jovens. Um legado que ninguém apaga. Contras? Falta de investimento, ausência de políticas públicas eficazes, desinteresse coletivo e uma cultura que ainda valoriza mais o entretenimento vazio do que a construção de futuro. No fim das contas, o que aconteceu em Marechal Deodoro não é um caso isolado. É um retrato fiel de um problema estrutural do futebol brasileiro: o abandono da base. E quando a base cai, não tem VAR que salve. Hoje, a bola para. Mas a reflexão precisa começar.
- De Maceió para o mundo: Guilherme Catunda explode no ranking e entra na elite sub-16 do Beach Tennis
Alagoano de 16 anos brilha em “Grand Slam” da modalidade, salta 183 posições no ranking da ITF e coloca Alagoas no mapa global do Beach Tennis Por Fernando Antônio para Sport News Radio - O site do ESPORTE Créditos: Fabrizio Gallas O esporte alagoano acaba de ganhar mais um nome para bater no peito com orgulho. O jovem Guilherme Catunda, promessa do Beach Tennis nacional, viveu um fim de semana daqueles que mudam carreira — e história. Aos 16 anos, o atleta nascido em Maceió protagonizou sua melhor campanha profissional ao alcançar as oitavas de final no Sand Series das Ilhas Reunião, torneio de peso máximo dentro do circuito da International Tennis Federation (ITF). Resultado? Um salto gigante: 183 posições no ranking mundial, aterrissando no 237º lugar e entrando de vez no radar global. Campanha de respeito contra gigantes Catunda, ao lado de Adryan Silva, começou sua trajetória pelo caminho mais duro: o qualificatório. Passou por dois jogos eliminatórios e não parou por aí. Na chave principal, mostrou maturidade de veterano: * Vitória sólida sobre a dupla europeia formada por Alexander Rozin e Luca Brasini * Derrota apenas nas oitavas para os líderes do ranking mundial: Mattia Spoto e Nicolas Gianotti Perder para os melhores do mundo? Normal. O que não é normal é chegar lá tão cedo. Ranking mundial: salto que muda o jogo Os 75 pontos conquistados tiveram peso de ouro. Catunda agora: * É o 237º do mundo * Se torna o 3º melhor atleta de 16 anos do planeta * Fica atrás apenas de: * Edgar Filho (Brasil) * Alejandro Calvo (Espanha) Não é exagero: é um dos maiores saltos recentes de um jovem brasileiro no circuito. Voz de quem sabe onde quer chegar Sem esconder a emoção, Catunda resumiu o momento com a frieza de quem pensa grande: “Foi uma semana muito especial. Passar o quali, vencer na chave principal e enfrentar os número 1 do mundo é algo que me motiva ainda mais.” E deixou claro que carrega mais do que uma raquete: “Saí de Maceió, mas levo comigo a bandeira de Alagoas. Tenho orgulho de representar meu estado.” O que vem pela frente? O Beach Tennis vive uma explosão global — e o Brasil já é potência. Agora, com nomes como Guilherme Catunda surgindo, o futuro deixa de ser promessa e vira realidade. O recado está dado: Alagoas não é só celeiro de talento. É fábrica de protagonista. E no ritmo que vai, Catunda não quer só participar da elite. Quer comandar.
- Juninho no campo, Ednaldo no BID: a volta por cima de quem recusou o rótulo de promessa perdida
Da base badalada à cirurgia no joelho, meia alagoano renasce no futebol e mira nova chance no cenário profissional Por Fernando Antônio para Sport News Radio - O site do ESPORTE Tem história que não pede licença — ela entra rasgando, como carrinho bem dado na dividida. A de Ednaldo Leandro dos Santos Júnior, o “Juninho” da resenha e Ednaldo no BID, é dessas. Sem glamour, sem tapinha nas costas. É suor, pausa forçada e recomeço. “Fala, Fernando, beleza? Sobre a nossa trajetória no futebol… a gente começou muito bem na base”, diz o jogador, com a sinceridade de quem viveu o jogo longe dos holofotes. E começou mesmo. Base forte e portas abertas Juninho não foi só mais um. Na base, o futebol dele fez barulho — e dos bons. Despertou interesse de clubes grandes e acumulou experiências que moldam qualquer atleta. Passagens por Atlético Mineiro, América Mineiro e Ceará não aparecem por acaso. É lastro. É currículo. Foram dois anos no Galo, depois sequência no Vila Nova, sempre com desempenho consistente. Nada de estrela vazia: entrega dentro de campo. CRB, sequência e o golpe mais duro O destino levou Juninho ao CRB, onde teve duas passagens. Atuou no sub-20, buscou espaço e seguiu o roteiro clássico de quem quer subir degrau por degrau. Mas o futebol também cobra. Veio a lesão no joelho — ligamento cruzado anterior (LCA). E não foi em qualquer momento. Foi em plena pandemia. Aqui, meu amigo, o jogo muda. Cirurgia difícil de marcar, recuperação lenta, cabeça a mil. O corpo para, a dúvida acelera. “Foi muito difícil… machuquei o joelho em tempo de pandemia”, relembra. A pausa que testa qualquer carreira Três anos. Esse foi o tempo entre o problema e a cirurgia. No futebol moderno, isso é quase uma eternidade. É aqui que muita carreira acaba antes mesmo de começar. E vamos ser justos: o sistema não costuma esperar. Prós da base forte: Formação técnica sólida Visibilidade nacional Portas abertas no início Contras da lesão longa: Perda de ritmo Esquecimento no mercado Impacto psicológico pesado Juninho sentiu tudo isso na pele. O retorno: da várzea à nova chance Sem clube, sem sequência, ele fez o que muitos evitam, mas poucos admitem: voltou à várzea. E aqui vai uma verdade nua e crua: o futebol raiz ainda salva carreiras. Foi nesse ambiente, longe do marketing e perto da essência, que ele reconstruiu o corpo e a confiança. Com apoio fundamental do Ultra Galeguinho e de pessoas próximas — “um pilar na minha vida”, como ele define — o meia começou a reescrever a própria história. Paraná no horizonte e o recomeço profissional A insistência abriu caminho. Juninho voltou ao cenário profissional com uma oportunidade no estado do Paraná, integrando um projeto que aposta em recomeços — e isso diz muito sobre o futebol fora do eixo. Ali, ele tenta recuperar o tempo perdido e mostrar que ainda há lenha pra queimar. “Agora é trabalhar firme… tem muita coisa boa pra acontecer”, afirma. Visão de jogo: promessa ou persistência? O futebol brasileiro sempre vive esse dilema: Vale mais o talento precoce? Ou a capacidade de resistir quando tudo desanda? Juninho talvez não tenha seguido o roteiro idealizado. Mas construiu algo mais raro: resiliência competitiva. E isso, no futebol de hoje, vale ouro. Conclusão: a bola ainda vai rolar A história de Ednaldo, o Juninho, não é sobre auge — é sobre sobrevivência no esporte mais impiedoso do país. A trajetória dele nos ensina que, mesmo diante das adversidades, a paixão pelo futebol e a determinação podem abrir novas portas. O recomeço é sempre possível, e Juninho é a prova viva disso. Ele mira uma nova chance no cenário profissional, e nós estaremos aqui, torcendo por ele.
- Nos bastidores do CRB, Marcos Lima Verde assume gerência de futebol, segura o vestiário e organiza o jogo fora das quatro linhas
No futebol, nem todo protagonista veste chuteira. Alguns vestem responsabilidade. E hoje, no coração do CRB, um desses nomes atende por Marcos Lima Verde. Créditos: Fernando Antônio/Sport News Radio Desde o início do ano no cargo de gerente de futebol, ele já chega com currículo de respeito: pentacampeão, rodado no ambiente do esporte e, acima de tudo, conhecedor profundo dos processos que fazem um clube funcionar de verdade — não só no discurso, mas na prática. E aqui vai na lata: enquanto muita gente olha só pra quem aparece no banco ou dentro de campo, Marcos Lima Verde faz o trabalho invisível que sustenta o espetáculo. Bastidor afinado, time organizado O ambiente interno? Quem vive o dia a dia define como “maravilhoso”. E não é força de expressão. Mesmo com a saída do executivo de futebol, algo que poderia gerar instabilidade, o CRB seguiu fluindo com naturalidade. Isso não acontece por acaso. Existe controle. Existe método. Marcos atua diretamente na gestão de atletas — horários, disciplina, rotina. É o elo entre jogadores e comissão técnica. E mais: mantém uma relação sólida com a diretoria. Em um futebol onde vaidade costuma rachar estruturas, esse tipo de conexão vale ouro. Trabalho silencioso… e pouco enxergado Aqui entra o ponto crítico — e necessário. O trabalho cresceu, ganhou corpo, entrega resultado. Mas ainda carece de reconhecimento proporcional. E isso levanta uma reflexão que o futebol brasileiro insiste em ignorar: quantas soluções estão dentro de casa e passam despercebidas? Marcos Lima Verde representa exatamente isso. Um profissional com visão de futebol, leitura de processos e entendimento claro dos objetivos do clube. Não é improviso. É construção. Bom, barato e eficiente — combinação rara No cenário atual, onde cifras inflacionadas nem sempre significam resultado, o custo-benefício do trabalho de Marcos chama atenção. É eficiência com responsabilidade financeira — algo que todo clube diz buscar, mas poucos conseguem executar. O veredito O futebol raiz sempre valorizou quem resolve. E Marcos Lima Verde resolve — sem barulho, sem holofote, mas com entrega. No fim das contas, fica a máxima que ecoa nos corredores do futebol: às vezes, a solução está em casa. E no CRB, ele já está trabalhando.
- Flamengo de 1981 x Flamengo de 2025: PVC opina e coloca o histórico em perspectiva
Antes de comentar o futebol do Flamengo atual, a gente tem de ir na contramão, porque a busca pela excelência vem da história, da tradição e das relíquias que tem origem no passado Por Fernando Antônio para Sport News Radio Créditos: Gilvan de Souza e Adriano Fontes/FLAMENGO Sem firula, sem empate técnico e sem “depende”: o jornalista Fernando Antônio foi direto na comparação — e ouviu o que muita gente suspeita, mas poucos bancam. Para Paulo Vinícius Coelho, o veredito é claro: o Flamengo de 1981 é melhor que o Flamengo atual. A resposta veio seca, daquelas que dispensam VAR. E não foi por saudosismo barato — foi por contexto histórico e construção. PVC já havia explicado o porquê: o time de 81 não foi montado, foi lapidado. Nasceu em 1977, cresceu na dor de uma derrota para o Vasco e virou máquina ao longo dos anos. Ganhou corpo, casca e identidade. Não era só talento — era entendimento coletivo. Ali tinha uma espinha dorsal que jogava junto “de olhos fechados”: Raul, Leandro, Marinho, Mozer, Júnior, Andrade, Adílio, Zico ou Peu, Tita, Baroninho e Nunes. Um time que pressionava quando ninguém pressionava, que rodava o jogo com inteligência e que, principalmente, sabia exatamente o que fazia em campo. E o Flamengo de hoje? “SELEFLA” traduz o momento de um Clube de Regatas do Flamengo que joga como seleção: Rossi no gol; Varela, Léo Ortiz, Léo Pereira e Alexsandro na linha defensiva; Pulgar, Jorginho ou De La Cruz e Arrascaeta comandando o meio; e, na frente, Bruno Henrique; Luiz Araújo, Everton Cebolinha, Carrascal ou Plata e Pedro formando um ataque que desequilibra. É um time que alia repertório tático, intensidade e decisão — a cara de quem não negocia protagonismo. O lado bom é óbvio: talento em série e capacidade de resolver jogos grandes. O risco também: a régua sobe tanto que qualquer tropeço vira cobrança pesada. No fim das contas, a “SELEFLA” não promete espetáculo — ela entrega. É forte, milionário, competitivo. Mas vive de ciclos curtos. Troca comando, muda ideia, reinventa rota toda hora. Na lata: 1981: construção, continuidade, identidade e revolução tática Atual: elenco estrelado, intensidade e poder financeiro O ponto decisivo? Tempo e legado. O Flamengo de 81 não só venceu — marcou época. O atual ainda busca isso. No fim, PVC só verbalizou o que o futebol raiz respeita: nem sempre o mais caro é o melhor. Às vezes, o melhor é o que fez história primeiro — e fez direito.
- Jiu-jitsu transforma a rotina, inclui com propósito e revela potência além do diagnóstico em projeto social
Conheça a história de Talyson: atleta com Transtorno do Espectro Autista (TEA) encontra no jiu-jitsu disciplina, inclusão e desenvolvimento em projeto social em Marechal Deodoro. Por Fernando Antônio para Sport News Radio - O site do ESPORTE Créditos: Claudemir Silva/@mirosilvabr O primeiro impacto não foi o som. Foi o silêncio. Em meio ao atrito dos quimonos, às instruções do professor e ao compasso firme dos pés no tatame, havia um garoto concentrado como poucos. Olhar fixo, movimentos precisos, postura de quem encontrou no jiu-jitsu mais do que um esporte: encontrou um caminho. Um caminho que não nasce por acaso. É construído. Assim conheci Talyson, atleta com Transtorno do Espectro Autista (TEA), integrante da equipe Guerreiros de Hebrom, projeto comandado por Robson Xavier e chancelado por Marx Engels. Mais do que uma equipe, a iniciativa funciona como uma engrenagem de transformação social em Marechal Deodoro, onde o acesso ao esporte ainda enfrenta barreiras estruturais. A reportagem foi até o treino não apenas para registrar, mas para entender — de perto — como organização, metodologia e propósito conseguem preencher lacunas que muitas vezes ficam à margem das políticas públicas. Créditos: Fernando Antônio/@fernandoantonionews Segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), uma em cada 100 crianças no mundo está dentro do espectro autista. No Brasil, embora os dados ainda sejam subnotificados, a realidade é clara: o acesso a atividades estruturadas, como o esporte, ainda é limitado para essa parcela da população. É nesse vazio que projetos como o Guerreiros de Hebrom entram em cena. No chão azul do tatame, não há espaço para rótulos. Há foco. Há disciplina. Há método. Treinos regulares, repetição técnica e acompanhamento próximo transformam o ambiente em algo maior do que uma simples aula. É um espaço de desenvolvimento cognitivo, emocional e social. Para Talyson, o jiu-jitsu vai além da luta. É linguagem, é organização mental, é terapia em movimento. É inclusão aplicada — daquelas que não dependem de campanha, mas de continuidade. E os efeitos aparecem. De acordo com especialistas em desenvolvimento infantil, atividades esportivas estruturadas contribuem diretamente para: melhora da coordenação motora aumento da concentração melhora da interação social redução da ansiedade No caso de Talyson, esses avanços não são números em relatório. São visíveis no comportamento, na postura e na confiança construída a cada treino. “Antes, ele tinha dificuldade de concentração e interação. Hoje, a gente vê mais segurança, mais presença. O jiu-jitsu mudou a rotina dele dentro e fora de casa”, relata Abgail Alves, amiga de Talyson. O autismo, tantas vezes limitado a uma leitura clínica, ali revela outra face: a potência. A capacidade de concentração, a precisão dos movimentos e a atenção aos detalhes — características vistas como desafio — no tatame se transformam em diferencial competitivo. No jiu-jitsu, cada detalhe conta. Cada gesto tem peso. Cada segundo exige presença. E Talyson está inteiro em todos eles. Mas nenhuma transformação acontece sozinha. Por trás do desenvolvimento está a condução técnica e humana de um projeto que entende o esporte como ferramenta de impacto. A liderança, a metodologia e o ambiente seguro fazem a diferença entre apenas ocupar tempo e, de fato, construir futuro. Projetos como o Guerreiros de Hebrom mostram, na prática, como o esporte pode ser estruturado como solução social. Com organização, liderança e propósito, iniciativas locais ocupam espaços onde muitas vezes faltam políticas públicas, criando impacto direto na vida de quem mais precisa. Atualmente, o projeto atende centenas de crianças e jovens da região da Massagueira em Marechal Deodoro, muitos em situação de vulnerabilidade social, utilizando o esporte como ferramenta de inclusão, desenvolvimento e perspectiva de futuro. Créditos: Fernando Antônio/@fernandoantonionews Como jornalista esportivo, acostumado a cobrir talentos e promessas, é raro encontrar uma história que transcenda o desempenho. Aqui, não se trata apenas de um atleta em evolução, mas de um retrato claro de como iniciativas locais, bem estruturadas, conseguem gerar impacto onde muitas vezes o sistema não alcança. Porque no fim, o que está em jogo não é só uma luta. É pertencimento. É dignidade. É acesso. É oportunidade. Algumas lutas começam no apito. Outras começam no preconceito. Talyson, em silêncio, está vencendo ambas. Beijo, abraço, saúde, fique com Deus e até a próxima…
- Marcela Santos representa a força feminina que nasce no tatame e inspira Marechal Deodoro
Jovem campeã do projeto social Guerreiros de Hebrom transforma disciplina em vitória e vira símbolo de superação no jiu-jítsu alagoano Por Fernando Antônio para Sport News Radio - O site do ESPORTE Créditos: Fernando Antônio/Sport News Radio Tem talento que grita. Tem história que bate forte. E no tatame, não tem maquiagem: ou você entrega tudo, ou fica pra trás. Marcela Santos entendeu isso cedo — e hoje colhe no braço, na mente e na alma o resultado de quem decidiu não recuar. A jovem lutadora de jiu-jítsu, formada no projeto social Guerreiros de Hebrom, é mais do que uma campeã. É um retrato fiel da nova geração de mulheres de Marechal Deodoro: firmes, disciplinadas e com fome de vitória. Não foi sorte. Foi construção. Entre treinos intensos, quedas inevitáveis e recomeços silenciosos, Marcela lapidou o que o esporte tem de mais raiz: respeito, foco e resiliência. No jiu-jítsu — essa arte suave que de suave não tem nada — ela encontrou um caminho. E mais que isso: encontrou voz. “Cada luta é contra mim mesma”, resume o espírito competitivo que a move. E não é discurso pronto. É vivência. Do projeto social ao pódio: quando oportunidade encontra coragem O projeto Guerreiros de Hebrom vem fazendo o que muita estrutura grande ainda promete: transformar vidas. Em meio às dificuldades que cercam a realidade de muitos jovens, o tatame virou escola, refúgio e trampolim. Marcela aproveitou. Enquanto muita gente duvida, ela faz. Enquanto muitos desistem, ela insiste. E foi assim que saiu da base para se tornar campeã, carregando no peito não só medalhas, mas representatividade. Num cenário onde o esporte feminino ainda precisa gritar por espaço, ela não pede licença — ela ocupa. Mais do que medalhas: o peso da inspiração Em Marechal Deodoro, onde o futebol ainda reina absoluto nas conversas de esquina, histórias como a de Marcela chegam para ampliar o horizonte. Mostrar que lugar de mulher é onde ela quiser — inclusive no tatame, competindo, vencendo e sendo protagonista. Ela inspira porque é real. Não vem de estrutura milionária. Não tem glamour. Tem suor, disciplina e uma mentalidade que muita gente experiente ainda busca. E aqui vai o ponto: o jiu-jítsu ensina a cair e levantar. A vida também. Marcela entendeu os dois. O futuro já começou O caminho ainda é longo. O esporte cobra. O alto rendimento não perdoa. Mas uma coisa é certa: Marcela Santos já deixou de ser promessa. É presente. E dos bons. Se vai chegar ao cenário nacional ou internacional? Possível. Tem base, tem cabeça e tem lastro. Mas independente do destino, ela já venceu uma das batalhas mais difíceis: acreditar. No fim das contas, o recado é simples — e direto, como um golpe bem encaixado: quando uma mulher decide lutar, não é só por medalha. É por espaço, respeito e história. E Marcela Santos está escrevendo a dela.












