
O que os números revelam sobre o CRB? Mikael lidera ataque, Hereda dita o ritmo e o Galo busca transformar desempenho em resultados
Mesmo próximo da zona de pressão na Série B, as estatísticas da temporada mostram um CRB comandado por Eduardo Barroca com poder ofensivo, protagonistas bem definidos e margem para crescer na competição.
Por Fernando Antônio
Jornalista Esportivo | Sport News Radio – O site do ESPORTE

No futebol, a tabela de classificação conta uma história. Os números da temporada, muitas vezes, contam outra. No caso do CRB, a matemática de 2026 revela uma equipe comandada pelo técnico Eduardo Barroca que ainda busca transformar boas atuações e desempenho ofensivo em uma campanha mais consistente na Série B do Campeonato Brasileiro.

Ao longo da temporada, o Galo da Pajuçara disputou 35 partidas, conquistando 15 vitórias, nove empates e sofrendo 11 derrotas. O ataque funcionou em diversos momentos, tanto que a equipe marcou 52 gols, média superior a um gol por jogo. Já o sistema defensivo sofreu 38 gols, um dado que ajuda a explicar por que o clube ainda oscila na competição.
Entre tantos números, um chama atenção imediatamente: Mikael. O centroavante vive sua melhor temporada com a camisa regatiana e se consolidou como o grande nome ofensivo da equipe. São 20 gols marcados em 2026, uma marca que o coloca muito à frente dos demais artilheiros do elenco e reforça sua importância dentro da área. Na sequência aparecem Douglas Baggio, com sete gols, e Luiz Phelype, autor de quatro. A diferença entre os números mostra que Mikael assumiu a responsabilidade de decidir partidas e se tornou a principal referência ofensiva do CRB.

Mas o futebol não vive apenas de quem empurra a bola para as redes. Alguém precisa construir as jogadas, encontrar espaços e servir os companheiros. Nesse fundamento, o destaque atende pelo nome de Hereda. Com seis assistências na temporada, o lateral lidera o ranking do elenco e comprova que sua participação vai muito além do trabalho defensivo. A capacidade de chegar à linha de fundo, criar oportunidades e contribuir diretamente para os gols faz dele uma das peças mais influentes do time. Logo atrás aparecem Crystopher e Dadá Belmonte, ambos com quatro assistências, reforçando que o CRB possui diferentes alternativas na criação das jogadas ofensivas.
Os números também deixam uma reflexão importante. Uma equipe que marcou 52 gols, venceu 15 partidas e conta com um artilheiro em grande fase possui argumentos para sonhar com voos maiores. Ao mesmo tempo, os 38 gols sofridos mostram que o equilíbrio entre ataque e defesa pode ser o detalhe que falta para transformar desempenho em uma campanha mais sólida.

Sob o comando de Eduardo Barroca, o desafio agora é transformar esse desempenho estatístico em resultados que façam o CRB subir na tabela. No fim das contas, as estatísticas não entram em campo, mas ajudam a entender o presente e apontam caminhos para o futuro. E, olhando para os dados de 2026, uma conclusão parece inevitável: quando Mikael finaliza e Hereda cria, o Galo encontra boa parte de sua identidade dentro das quatro linhas.




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