
O que os números revelam sobre o CRB? Mikael lidera ataque, Hereda dita o ritmo e o Galo busca transformar desempenho em resultados
- 30 de jun.
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Mesmo próximo da zona de pressão na Série B, as estatísticas da temporada mostram um CRB comandado por Eduardo Barroca com poder ofensivo, protagonistas bem definidos e margem para crescer na competição.
Por Fernando Antônio
Jornalista Esportivo | Sport News Radio – O site do ESPORTE

No futebol, a tabela de classificação conta uma história. Os números da temporada, muitas vezes, contam outra. No caso do CRB, a matemática de 2026 revela uma equipe comandada pelo técnico Eduardo Barroca que ainda busca transformar boas atuações e desempenho ofensivo em uma campanha mais consistente na Série B do Campeonato Brasileiro.

Ao longo da temporada, o Galo da Pajuçara disputou 35 partidas, conquistando 15 vitórias, nove empates e sofrendo 11 derrotas. O ataque funcionou em diversos momentos, tanto que a equipe marcou 52 gols, média superior a um gol por jogo. Já o sistema defensivo sofreu 38 gols, um dado que ajuda a explicar por que o clube ainda oscila na competição.
Entre tantos números, um chama atenção imediatamente: Mikael. O centroavante vive sua melhor temporada com a camisa regatiana e se consolidou como o grande nome ofensivo da equipe. São 20 gols marcados em 2026, uma marca que o coloca muito à frente dos demais artilheiros do elenco e reforça sua importância dentro da área. Na sequência aparecem Douglas Baggio, com sete gols, e Luiz Phelype, autor de quatro. A diferença entre os números mostra que Mikael assumiu a responsabilidade de decidir partidas e se tornou a principal referência ofensiva do CRB.

Mas o futebol não vive apenas de quem empurra a bola para as redes. Alguém precisa construir as jogadas, encontrar espaços e servir os companheiros. Nesse fundamento, o destaque atende pelo nome de Hereda. Com seis assistências na temporada, o lateral lidera o ranking do elenco e comprova que sua participação vai muito além do trabalho defensivo. A capacidade de chegar à linha de fundo, criar oportunidades e contribuir diretamente para os gols faz dele uma das peças mais influentes do time. Logo atrás aparecem Crystopher e Dadá Belmonte, ambos com quatro assistências, reforçando que o CRB possui diferentes alternativas na criação das jogadas ofensivas.
Os números também deixam uma reflexão importante. Uma equipe que marcou 52 gols, venceu 15 partidas e conta com um artilheiro em grande fase possui argumentos para sonhar com voos maiores. Ao mesmo tempo, os 38 gols sofridos mostram que o equilíbrio entre ataque e defesa pode ser o detalhe que falta para transformar desempenho em uma campanha mais sólida.

Sob o comando de Eduardo Barroca, o desafio agora é transformar esse desempenho estatístico em resultados que façam o CRB subir na tabela. No fim das contas, as estatísticas não entram em campo, mas ajudam a entender o presente e apontam caminhos para o futuro. E, olhando para os dados de 2026, uma conclusão parece inevitável: quando Mikael finaliza e Hereda cria, o Galo encontra boa parte de sua identidade dentro das quatro linhas.




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