CSA acelera a montagem do elenco para 2026: sete reforços com pré-contrato e a promessa de organização no trabalho
- Fernando Antônio

- 7 de nov.
- 2 min de leitura
Técnico Itamar Schulle projeta um CSA mais competitivo. Reforços confirmados e discurso firme: identidade, método e paciência.

O CSA começou cedo a construção do elenco para 2026. Sem esperar a virada de calendário, o clube movimentou o mercado, assinou pré-contratos e já tem sete nomes confirmados para se apresentar em novembro, quando inicia os trabalhos da nova temporada no CT Gustavo Paiva. A ideia é clara: reduzir improvisos, aumentar a competitividade e dar ritmo ao projeto desde o primeiro dia.
A lista começa no gol, com Wellerson (27, ex-Náutico) e Arthur Silveira (23, ex-Inter de Limeira-SP). Na defesa, chegam Lucas Serafini (25, lateral-direito, ex-Cascavel-PR) e Lucão (29, zagueiro, ex-Anápolis-GO). No ataque, um nome rodado de Série C e D: Buba (32, ex-Aparecidense-GO). No meio, um primeiro homem que pode dar sustentação ao setor: Kayllan (24, ex-Penedense).
E a atualização não para por aí. Durante a coletiva dessa semana, o Executivo de Futebol Carlos Bonatelli confirmou mais um reforço: Kaike, lateral-esquerdo, 30 anos, vindo do Tombense-MG. Sete reforços ao todo, todos com pré-contrato, todos aguardando avaliações médicas e físicas para assinatura definitiva.
A montagem segue uma lógica: perfil competitivo, idade média equilibrada, experiência no cenário nacional e custo viável. Não há estrela imediata, mas há uma estratégia que tenta fugir do ciclo dos últimos anos: remontagem tardia, troca constante e elenco sem identidade.
A palavra do treinador
Na coletiva, o técnico Itamar Schulle respondeu à pergunta do jornalista esportivo Fernando Antônio, do Sport News Radio, sobre a identidade que pretende implementar e o que a torcida pode esperar de imediato.
A resposta foi direta, quase cirúrgica:
“Tudo é organização. Quando existe método, as coisas dão frutos. Vamos construir um time equilibrado, com padrão claro. Trabalhar no CSA é uma oportunidade muito boa, é um clube grande. Mas futebol não se inventa: se organiza, se repete e se fortalece.”
O discurso é sem pirotecnia. Nem promessa vazia, nem slogan emocional. É trabalho. É insistência. É repetição. E isso pode agradar quem já cansou de projetos que nascem com discurso inflamado e morrem com três rodadas.
Análise crítica
O CSA acerta ao planejar antes da pré-temporada. É o mínimo? Sim. Mas trata-se de algo que o clube deixou de fazer nos últimos ciclos, onde a urgência atropelou o planejamento. Agora, a chave é coerência:
Se vai ser um elenco mais modesto, que seja bem treinado.
Se vai apostar em peças com rodagem de Série C e D, que seja para montar um sistema sólido, não uma colcha de retalhos.
Paciência não combina com 0 a 0 sem ideia.
A torcida precisa ver identidade desde o começo.
Schulle sabe disso. O CSA tem luz e caminho. Mas execução será tudo.




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