Flamengo é tetracampeão da América em Lima: o ano em que o vermelho-preto escreveu de vez seu nome na eternidade
- Fernando Antônio

- há 21 horas
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Atualizado: há 24 minutos
Gol de Danilo, escanteio de Arrascaeta e a história sendo reescrita no Estádio Monumental

LIMA (PERU) — Sport News Radio, reportagem especial de Fernando Antônio — O futebol tem dessas ironias poéticas: às vezes não é preciso espetáculo, só precisão. E o Flamengo, time acostumado ao drama, escolheu justamente a frieza de um único lance para se tornar o primeiro tetracampeão brasileiro da CONMEBOL Libertadores. Vitória por 1 a 0 sobre o Palmeiras, no Monumental de Lima, gol de Danilo, de cabeça, após escanteio teleguiado de Arrascaeta, o maestro que não desafina.
Foi assim, simples e mortal, como manda a cartilha dos gigantes. Depois de 1981, 2019 e 2022, o rubro-negro carioca agora finca uma nova bandeira no continente: 2025, o ano do tetra.
Um título com a cara do Flamengo: intensidade, alma e sofrimento
O roteiro era clássico: estádio lotado, rival de peso, tensão em cada metro do gramado — e o Flamengo impondo aquele ritmo que só um time acostumado a noites grandes consegue entregar. Pressão alta, bola trabalhada com paciência e uma maturidade de campeão que não se compra, se constrói.
Quando Arrascaeta caminhou para a bandeira do escanteio, o estádio prendeu a respiração. O uruguaio levantou a cabeça, escolheu o alvo e colocou a bola exatamente onde sonhou. Danilo, subindo como se o tempo tivesse parado, testou forte, consciente, para o fundo das redes.
Explosão. Grito engasgado desde Montevidéu 81, passando por Lima 2019, pisando de novo no mesmo solo seis anos depois. Era destino.
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O Palmeiras pressionou — mas o Flamengo soube sofrer
O Flamengo não ganhou por acaso. Soube recuar quando precisou, encaixar os duelos individuais, e transformar cada dividida em símbolo da sua noite. O Palmeiras tentou — claro que tentou — mas encontrou um sistema defensivo maduro, compacto, disposto a rasgar a chuteira se fosse preciso.
E quando o apito final ecoou, o Monumental virou Rio. As camisas tremulavam, os jogadores choravam, e a campanha perfeita ganhava seu ponto final dourado.
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TETRACAMPEÃO. O PRIMEIRO DO BRASIL. O FLAMENGO
É um título que pesa, que marca, que estampa o nome rubro-negro na prateleira mais alta do continente. Tetra não é obra do acaso. É insistência, elenco, gestão, cultura vencedora e uma torcida que empurra como nenhuma outra.
Para o futebol brasileiro, um novo capítulo.
Para o Flamengo, mais um altar.
Para a América, um novo rei — que, na verdade, sempre esteve sentado no trono.




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