CRB vive “Páscoa decisiva” na Série B: recomeço ou crise precoce?
- Fernando Antônio

- 5 de abr.
- 2 min de leitura
Com apenas 1 ponto em duas rodadas, o CRB encara o Grêmio Novorizontino fora de casa pressionado por resultado, apesar de já apresentar uma proposta de jogo definida sob comando de Eduardo Barroca.
Por Fernando Antônio para Sport News Radio - O site do ESPORTE
Domingo de Páscoa. Enquanto o calendário sugere renovação, o campo exige resposta imediata. O CRB entra na 3ª rodada da Série B com um cenário que mistura organização e cobrança: tem modelo de jogo, tem time base, mas ainda não tem vitória.

Após somar apenas um ponto nas duas primeiras rodadas — empate na estreia e derrota na sequência — o Galo tenta virar a chave diante do Novorizontino, às 18h, no Estádio Dr. Jorge Ismael de Biasi, com transmissão pelo Disney+.
A simbologia da Páscoa encaixa como luva: é dia de recomeço. Mas no futebol, recomeçar significa vencer — ou, no mínimo, mostrar evolução clara.
Time definido, ideia clara
Sob o comando de Barroca, o CRB já tem uma espinha dorsal consolidada. A base da equipe deve contar com Matheus Albino no gol; Kevin, Henri, Fábio Alemão e Lucas Lovat na linha defensiva; Crystopher, Pedro Castro e Danielzinho no meio; além de Dada Belmonte, Douglas Baggio e Mikael no ataque.
A proposta é evidente: saída de bola organizada, meio-campo técnico e ataque com mobilidade. Um desenho moderno, que tenta controlar o jogo e acelerar quando necessário.
O ponto de atenção está na execução. Até aqui, o desempenho não se converteu em resultado — e isso começa a pesar.

Início que liga o alerta
A Série B costuma ser traiçoeira com quem demora a pontuar. O CRB soma 1 ponto de 6 possíveis e já vê a necessidade de reagir para não entrar em um ciclo de pressão precoce.
Mesmo com apenas três rodadas, o contexto pesa. Um novo tropeço fora de casa pode ampliar a cobrança interna e externa, especialmente em um campeonato onde regularidade é determinante.
Jogo com peso além da tabela
Diante do Novorizontino, o CRB não joga apenas por três pontos. Joga para validar o trabalho, ganhar confiança e estabilizar o ambiente.
• Se vencer: o time ganha fôlego, reforça a ideia de jogo e entra de vez na disputa
• Se não vencer: a pressão aumenta e o discurso de “processo” começa a ser questionado
Cenário aberto
A comissão técnica aposta na evolução natural com sequência e repetição. O elenco, por sua vez, tem peças capazes de responder dentro de campo. Resta saber se isso vai aparecer no momento em que o campeonato começa a cobrar mais firme.
A Páscoa traz a narrativa perfeita. Mas no futebol, roteiro bonito não entra em campo.
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