CRB e CSA: quem tem mais chances reais de classificação na Copa do Brasil?
- Fernando Antônio

- 6 de ago.
- 2 min de leitura
Enquanto a Série B afunila e a Série C pega fogo, os rivais alagoanos seguem tentando se encontrar também na Copa do Brasil. Mas quem realmente tem bola, elenco e nervos pra seguir vivo na competição mais traiçoeira do país? Confira a análise completa do jornalista Fernando Antônio.

A pergunta que agita os bares de Maceió, os grupos de WhatsApp e os bastidores da imprensa: qual dos dois gigantes alagoanos vai mais longe na Copa do Brasil — CRB ou CSA?
Vamos aos fatos — e às entrelinhas.
CRB: O Galo chega a esta fase da Copa do Brasil com moral. Tem um time bem organizado taticamente, uma defesa sólida e um ataque que, mesmo irregular, tem nomes decisivos como Thiaguinho. O empate fora de casa no jogo de ida deu confiança no vestiário.
A experiência do elenco em jogos grandes e o estilo mais reativo ajudam nas partidas de mata-mata. A pressão existe, mas o CRB já mostrou que sabe suportar.
Ponto de atenção: o time vai ter dificuldade de propor o jogo, mas quando precisar buscar o resultado pode se lançar a frente. Se for pressionado cedo, pode sofrer, mas reagir.
CSA: O Azulão, por outro lado, encara a Copa do Brasil como uma espécie de redenção no ano. A boa atuação no Rei Pelé no jogo de ida reacendeu o torcedor. O time tem a raça como sua principal virtude, mas falta consistência.
A classificação depende de um jogo perfeito fora de casa — e isso, convenhamos, tem sido raro. Mas o CSA já mostrou que quando se fecha, consegue arrancar resultado.
Ponto crítico: emocional. A equipe se abala fácil e tem um histórico recente de decisões mal administradas. Vai precisar ser fria como nunca.
Análise provocativa:
Se a decisão fosse só pelo futebol recente, o CRB leva vantagem. Mais regular, mais inteiro, mais pronto. Mas a Copa do Brasil é traiçoeira, adora uma zebra e não perdoa cochilo. O CSA vem como franco-atirador. E, às vezes, é nessa condição que o improvável acontece.
O Galo joga com a vantagem de jogar no Estádio Rei Pelé. O Azulão joga com a urgência. O primeiro tem o controle. O segundo, a faca nos dentes. Na Copa do Brasil, isso pode virar tudo — ou nada.




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