
Clássico travado, gols destravados: CSA e CRB ficam no 1 a 1 e deixam tudo em aberto no Alagoano
- Fernando Antônio

- há 17 horas
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No Rei Pelé, ninguém respirou aliviado até a rede balançar: CSA e CRB travaram um clássico tenso, de nervos expostos, e só depois do sufoco vieram os gols que selaram o 1 a 1 e mantiveram a rivalidade em ebulição no Campeonato Alagoano.
Por Fernando Antônio para Sport News Radio - O site do ESPORTE

O Rei Pelé foi palco de mais um capítulo daqueles que não se esquecem fácil. Clássico é xadrez jogado com chuteiras, nervo à flor da pele e arquibancada pulsando. CSA e CRB empataram em 1 a 1, num jogo amarrado, tenso, estudado… até que a rede, finalmente, balançou. E quando balança em clássico, o estádio inteiro respira junto.
O primeiro tempo foi de disputa centímetro por centímetro. Pouco espaço, muito contato, linhas compactas e aquele medo silencioso de errar. O CRB tentou controlar com posse, o CSA apostou na transição rápida, e os goleiros trabalharam pouco, mas sempre em estado de alerta máximo. Clássico não permite distração: piscou, paga.
O CRB respondeu com personalidade, foi para cima, encurralou, insistiu… e encontrou em Mikael a força e o faro de gol para buscar o que abriu o placar, no braço, na raça, na tradição de quem não aceita sair menor do campo. Mas clássico não perdoa soberba nem cochilo.
Na volta do intervalo, o jogo abriu. A bola começou a correr mais solta, os meias acharam corredores, e o grito que estava entalado na garganta saiu com Ciel, o homem de clássico do CSA, que apareceu no momento certo e incendiou a torcida azulina.
O 1 a 1 traduziu o que foi o jogo: equilíbrio, tensão, respeito e rivalidade no talo. Não houve vencedor no placar, mas houve recados claros. O CSA mostrou organização e controle emocional. O CRB provou, mais uma vez, que cresce quando é desafiado e sabe sofrer para depois golpear.
Você que tem os vídeos, tem ouro na mão. Porque clássico não é só resultado. É o olhar de Ciel antes de finalizar, é o grito de Mikael rasgando a noite, é comemoração, cobrança, silêncio antes do chute e explosão depois do gol. É ali que mora a alma do futebol. E esse empate, longe de ser morno, foi quente, pulsante e com cara de decisão que ainda vai dar muito pano pra manga no Campeonato Alagoano.




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