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Flamengo de 1981 x Flamengo de 2025: PVC opina e coloca o histórico em perspectiva

Antes de comentar o futebol do Flamengo atual, a gente tem de ir na contramão, porque a busca pela excelência vem da história, da tradição e das relíquias que tem origem no passado


Por Fernando Antônio para Sport News Radio


Créditos: Gilvan de Souza e Adriano Fontes/FLAMENGO
Créditos: Gilvan de Souza e Adriano Fontes/FLAMENGO

Sem firula, sem empate técnico e sem “depende”: o jornalista Fernando Antônio foi direto na comparação — e ouviu o que muita gente suspeita, mas poucos bancam. Para Paulo Vinícius Coelho, o veredito é claro: o Flamengo de 1981 é melhor que o Flamengo atual. A resposta veio seca, daquelas que dispensam VAR. E não foi por saudosismo barato — foi por contexto histórico e construção.


PVC já havia explicado o porquê: o time de 81 não foi montado, foi lapidado. Nasceu em 1977, cresceu na dor de uma derrota para o Vasco e virou máquina ao longo dos anos. Ganhou corpo, casca e identidade. Não era só talento — era entendimento coletivo.


Ali tinha uma espinha dorsal que jogava junto “de olhos fechados”: Raul, Leandro, Marinho, Mozer, Júnior, Andrade, Adílio, Zico ou Peu, Tita, Baroninho e Nunes. Um time que pressionava quando ninguém pressionava, que rodava o jogo com inteligência e que, principalmente, sabia exatamente o que fazia em campo.


E o Flamengo de hoje?


“SELEFLA” traduz o momento de um Clube de Regatas do Flamengo que joga como seleção: Rossi no gol; Varela, Léo Ortiz, Léo Pereira e Alexsandro na linha defensiva; Pulgar, Jorginho ou De La Cruz e Arrascaeta comandando o meio; e, na frente, Bruno Henrique; Luiz Araújo, Everton Cebolinha, Carrascal ou Plata e Pedro formando um ataque que desequilibra. É um time que alia repertório tático, intensidade e decisão — a cara de quem não negocia protagonismo.


O lado bom é óbvio: talento em série e capacidade de resolver jogos grandes. O risco também: a régua sobe tanto que qualquer tropeço vira cobrança pesada. No fim das contas, a “SELEFLA” não promete espetáculo — ela entrega. É forte, milionário, competitivo. Mas vive de ciclos curtos. Troca comando, muda ideia, reinventa rota toda hora.


Na lata:

  • 1981: construção, continuidade, identidade e revolução tática

  • Atual: elenco estrelado, intensidade e poder financeiro


O ponto decisivo? Tempo e legado. O Flamengo de 81 não só venceu — marcou época. O atual ainda busca isso.


No fim, PVC só verbalizou o que o futebol raiz respeita: nem sempre o mais caro é o melhor. Às vezes, o melhor é o que fez história primeiro — e fez direito.

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